domingo, 17 de março de 2013

Percy Jackson e os Olimpianos (toda a saga) - Rick Riordan


Já imaginou que a mitologia grega pode não ser tão mitológica assim? Deuses e semideuses coexistindo com os seres humanos ainda nos dias de hoje? O autor Rick Riordan imaginou, e escreveu uma série amada por muitos jovens... mas talvez não tão original assim.

     (Esse artigo vai falar sobre os cinco principais livros da série Percy Jackson e os Olimpianos. São eles:  O Ladrão de Raios, O Mar de Monstros, A Maldição do Titã, A Batalha do Labirinto e O Último dos Olimpianos, excluindo assim os livros adicionais Os Arquivos do Semideus e Semideuses e Monstros e também a outra série dos Olimpianos chamada Os Heróis do Olimpo.)

     De volta às resenhas de livros, amigos leitores, e acabei decidindo, além do dia novo das publicações (domingo), os estilos de livros que postarei por vez. Pensei em falar em um domingo sobre uma leitura mais densa, como por exemplo livros mais dramáticos e adultos e até mesmo não literários, e no domingo seguinte uma literatura mais jovem, fantasiosa, lúdica. Começamos então pelo segundo estilo.

      O fim da série Harry Potter chegou com amargura na vida dos pottermaníacos como eu, no ano de 2007, e eu já teria que me adaptar com a vida de órfão de J.K. Rowling. Pra amenizar , lá pelos meados de 2010 resolvi iniciar a série de livros Percy Jackson e os Olimpianos, uma promessa de substituição na questão de livros fantasiosos. Importante ressaltar aqui que essa série, bem como várias outras que se podem enumerar aqui no blog, só se tornou conhecida do grande público e só ganhou espaço nas livrarias após o lançamento da (terrível!) adaptação do primeiro livro para o cinema, em 2010, sendo que esse livro, O Ladrão de Raios, já havia sido escrito em 2005. Deixo para o futuro um questionamento sobre os benefícios e malefícios dessa dependência que alguns livros têm das adaptações cinematográficas para se tornar conhecidas, pois já vi que esse assunto rende (vide comentários sobre o post da série Harry Potter).

     Vamos a um resumão da saga toda, leitores! 

     O livro é contado com narração em primeira pessoa, sob a ótica de um garoto chamado Perseus Jackson, mais conhecido como Percy. No começo da história, descobrimos que ele é um menino disléxico, que sofre com problemas de déficit de atenção, o que o leva a obter notas baixíssimas em vários colégios regulares dos Estados Unidos. No entanto, em poucas páginas, uma tremenda reviravolta acontece em sua vida, e ele já precisa utilizar de habilidades que não sabia que possuía para se salvar de monstros que o perseguem, sem entender ao menos o por quê. 
      A verdade é que Percy é um semideus grego, filho de Poseidon. Isso mesmo! Aliás, nessa história, os deuses gregos ainda existem, nunca deixaram de existir, apenas mudaram o local do seu reino (Monte Olimpo) para outro lugar (Empire State Building, nos EUA). E assim como os deuses e semideuses, nessa saga todos os elementos da conhecida mitologia grega existem e, de alguma forma, aparecem para Percy. Os humanos mortais não conseguem identificar esses elementos místicos graças a uma força sobrenatural que distorce essas visões, chamada no livro de A Névoa.
     Percy também descobre que seu amigo Grover é um sátiro, ou seja, um ser metade homem e metade bode, e que seu professor de História Sr. Brunner é na verdade o centauro treinador de heróis Quíron, conhecido na mitologia grega como treinador de Hércules, Teseu, Aquiles entre outros. Quíron e Grover levam Percy a conhecer e fazer parte do Acampamento Meio-Sangue, que é um local onde se treinam os semideuses para se tornarem heróis e aprender a trabalhar em equipe. No acampamento, existe uma divisão de chalés, que são as casas dos semideuses. Cada semideus é hospedado no chalé de seu pai ou mãe deus.
     No desenrolar da história, Percy fortalece a sua amizade com Grover, flerta com a semideusa Annabeth, filha de Atena, e vê a ascensão do poderoso e temido titã Cronos, que tem planos de derrotar os deuses, destruir o Olimpo e levar os titãs a dominar a Terra como faziam antes da titanomaquia. A principal missão de Percy é derrotar Cronos e impedir que isso aconteça, mas conforme ele amadurece percebe que também precisa obter dos deuses a certeza de uma vida melhor para os seus filhos, que muitas vezes são marginalizados e esquecidos pelos pais.

     A história de um menino inocente e comum que se descobre dono de poderes sobrenaturais, e que vai até uma instituição para que possa treinar os seus poderes junto com outros jovens como ele, foi e é acusado por um certo grupo de fãs de Harry Potter como uma grandiosa cópia de conteúdo. Mas, como diriam na minha terra, pera lá

      Em defesa de Rick Riordan, eu tenho pra dizer que desde tempos mais remotos existem nos livros fantasiosos um personagem principal que é inocente, que durante muito tempo não tinha se aventurado e que de repente se vê obrigado a enfrentar missões que ultrapassam os seus próprios limites. Alguns exemplos desses protagonistas são Frodo em O Senhor dos Anéis, Bilbo em O Hobbit, Bastian em A História Sem Fim e toda a família Pevensie em As Crônicas de Nárnia. Isso acontece porque o público alvo dessas histórias são jovens que se identificam com esses personagem e tem por eles laços de empatia.

        Fora isso, Percy Jackson e os Olimpianos é uma saga de ficção com a maior quantidade de ação que eu já tive o prazer de ler na vida. Do início ao fim de todos os livros existem momentos de prender a respiração, seja com as lutas ou com as surpresas. Rick Riordan despertou em mim, também, um grande interesse pelas histórias da Grécia Antiga, já que ele consegue muito bem adaptar contos tão antigos com a nossa realidade atual, e isso é o ponto máximo da saga.

      Falando sobre isso, essa história de trazer a dita mitologia grega para os tempos modernos me fez questionar a respeito de algumas considerações de cunho religioso. Por que será que chamamos de mitologia (conjunto de mitos) essa crença que durante tantos anos foi dado como verdadeira e única explicação para o acontecimento das coisas as quais os homens não sabiam explicar? Quem tem a autoridade de separar a crença nos deuses do Olimpo como mitos, e outras crenças como verídicas? Por que então parece ser tão indelicado que um descrente chame uma religião de, por exemplo, mitologia cristã? ENFIM, polêmica implantada, me obrigo a fugir do assunto... Pra falar dos pontos negativos da série.

     Ao contrário da saga Harry Potter (perdoem-me a quem quer que se ofenda a essa comparação, mas por vezes se torna inevitável) os livros não amadurecem, ou melhor, a escrita não amadurece conforme os livros novos foram chegando. Todos são escritos com uma linguagem por demais pré-adolescentes, incluindo trocadilhos infames e referências à cultura pop que, ao meu ver, parecem forçadas. Mas claro, podem agradar aos pré-adolescentes, quanto a isso não tenho dúvidas. Não chega a ser exatamente uma obrigatoriedade que o autor tenha em evoluir a leitura dos fãs conforme eles vão crescendo, mas ponto positivo pra quem faz isso. Aliás, Riordan é um dos autores mais produtivos da atualidade, e já escreveu séries para adultos também.

      Não posso terminar a resenha sem fazer um adendo, apesar do blog ser sobre livros e eu não gostar de me meter aqui em outras áreas, me vejo na obrigação de comentar: De todas as adaptações cinematográficas de livros que eu já vi na vida, nunca assisti a um tão ruim quanto o do Ladrão de Raios. Isso é porque a história não ficou apenas cortada em demasia como acontece na maioria das vezes, mas também teve a exclusão de personagens fundamentais para a continuidade da história, como o titã Cronos, principal vilão de toda a saga. Na adaptação, o deus do submundo Hades foi quem recebeu o papel de tirano. A personagem turrona e grosseira Clarisse, filha do deus da guerra Ares, também foi excluída na adaptação, e Annabeth herdou as suas características. Corte de custos? Talvez, mas prejudicial a ponto de tornar o filme uma lástima a quem conhece e gosta da série de livros.

Frases memoráveis:

   "Nesse momento ela fez algo que me surpreendeu de verdade. Ela piscou para evitar as lágrimas e estendeu os braços." - Percy Jackson em A Batalha do Labirinto

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   "A obediência não lhe vem naturalmente, não é? Devo ter alguma culpa por isso, imagino. O mar não gosta de ser contido." - Poseidon em O Ladrão de Raios

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    "Ela sorriu pela primeira vez em dias, e isso fez tudo valer a pena." - Percy Jackson em A Batalha do Labirinto.
   
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     E segue o trailer do filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Incrível como trailers enganam a gente, não é? Haha, um abraço e até domingo que vem!


quarta-feira, 13 de março de 2013

Mudanças! (+O Guia do Mochileiro das Galáxias)

Devido o retorno das atividades acadêmicas, vou ter pouco tempo pra me dedicar ao blog durante a semana, então vou mudar o dia das postagens para o domingo!

E para não dizer que essa semana passou batida pelo Mais que um leitor, segue uma matéria que eu apresentei domingo passado sobre a saga de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias no Programa Olhares Múltiplos :


terça-feira, 5 de março de 2013

Por que ler livros?

     Hoje, amigos que acompanham o Mais que um leitor, parodiando Luisa Marilac, resolvi fazer algo de diferente.

     Por causa da volta às aulas na faculdade e o retorno das atividades acadêmicas, sobra-me pouco tempo pra ler, e como estou postando as críticas sobre os livros que venho lendo recentemente (e seus conteúdos ainda me são frescos na memória), preferi, essa vez, não fazer crítica de livro algum. Dessa forma, economizo papo sobre futuros livros - tenho várias dicas de amigos que acompanham o blog - e também debato sobre um assunto muito interessante que vem martelando minha cabeça.

     Por que ler livros? Respondam-me vocês, colegas leitores... Por que ler livros?

     E essa pergunta pode vir acompanhada de algumas variáveis:

    Por que ler livros, com tantos filmes, séries, novelas, ou seja, produtos audiovisuais que são tão mais dinâmicos  do que os livros?

     Por que ler livros que não são da minha área de atuação? Ficção? Romance? Exoterismo? O que se ganha fazendo esse tipo de leitura?

     Abaixo segue a minha opinião, as minhas respostas às duas perguntas, e eu gostaria que você, que está lendo esse artigo, também respondesse nos comentários. Na medida que vocês forem respondendo, eu atualizo esse post com quote para as suas opiniões.

     Muito bem! Para ler, colegas, ao meu ver, não existe distinção. Todos os livros, sem exceção, possuem seu valor.

     A leitura é importante por diversos fatores técnicos e que podem ser postos em prática: Quem lê tem um vocabulário mais rebuscado. Pode conversar com muitas pessoas de todas as idades sobre os mais variados assuntos. Quem lê escreve melhor, é óbvio! Quando o patrão pede para que o funcionário escreva algum artigo, isso não será problema algum se ele tiver o hábito da leitura. Ele saberá atingir os seus objetivos, pois ele sabe se colocar no lugar do leitor do seu artigo. Quem lê tem uma reflexão mais rápida, porque é acostumado a interpretar situações, a descobrir o que se esconde nas entrelinhas, portanto o leitor aprende rápido atividades novas. O leitor está a frente dos demais, se sai melhor em entrevistas de emprego, em atividades escolares/universitárias, é mais criativo, entre outros valores importantes para o desenvolvimento pessoal. Isso sem falar no óbvio. Quem lê adquire conhecimento dos mais variados assuntos.

     Mas isso, pra mim, é a parte chata da explicação.

     Em nada se pode comparar com o que, ao meu ver, é o mais importante de pegar um livro para ler. Quando você lê, colega leitor, você é transportado para o mundo desse livro. Você abre as portas para receber os personagens desse novo livro, e eles te convidam para conhecer as suas histórias. Em qualquer lugar que você esteja, seja no conforto do seu quarto ou no desconforto do ponto de ônibus, basta abrir o livro e iniciar a leitura pra que o chamado "mundo real" se apague - quantas foram as vezes que eu já vi o ônibus que devia pegar passar na minha frente porque já não estava mais no planeta Terra, estava no mundo da minha leitura.

       Também é comum pra mim em momentos de turbulências na vida pessoal abrir um livro e livrar meus pensamentos da tristeza. Atitude covarde? Não acho... Pra mim funciona como um alívio, uma oxigenação dos pensamentos, e serve até de certa forma para que eu coloque a cabeça no lugar. Viajar pra outros mundos acabam colocando os meus pés no chão, por mais irônico que isso pareça.

     O prazer que sinto ao ler é indescritível. Poder viver outras vidas e conhecer outras histórias é um privilégio tão grande que eu quase fico envergonhado por não poder retribuir aos livros essas virtudes que eles me deram.

     Se eu posso me considerar alguém criativo, é porque eu leio. Se eu assisto a um filme e acho ele óbvio demais, também é porque eu leio, fui acostumado a esperar as maiores surpresas de todas as histórias. Enfim, são muitos os benefícios que a leitura me trouxe.

    Mas agora quero saber de você amigo... Por que você lê livros?

    Um abraço,

   Cristóvão V. Oliveira



Opinião dos colegas leitores:

- Matheus Tillmann:

Eu leio pela liberdade que um livro me dá, ele me entrega os moldes e eu construo tudo dentro deles. Eu cresço com o fato de ler(melhorando vocabulário, criatividade e etc) e faço o que eu leio crescer dentro de mim. Isso é uma vantagem que só um livro apresenta, a autonomia de imaginar.


Irmãzinha <3 :
Eu amo ler livros para deixar o mundo onde habito, onde sinto, onde choro, onde me perturbo e tento melhorá-lo para as gerações futuras e para mim, porque nem sempre consigo enfrentar meu mundo, meus erros, minha vida e preciso de um novo ponto de vista, de uma nova fantasia para ver q minha vida é maravilhosa e que também tenho um sonho que poderia servir de história para outras pessoas que se afligem e pensam estar perdidas mas que tem uma linda vida, só precisam mudar seu ponto de vista.